Encontro de Equipe!

Reunimos hoje parte do nosso time de TI, os Elfos, para discutir processos, metas e compartilhar lições aprendidas. Foi um tempo especial e de muito aprendizado.

Entenda como o Energy Nest tem mudado a forma de fazer negócios no ramo de Energia

Por: Leandro Martins, Diretor de Energia no Grupo TCS & CEO Energy Nest

Para entender o que de fato o Energy Nest faz, nós precisamos ir além dos termos startups, venture builder, gestão de portfólio ou investimento de risco.

Ao longo deste último ano, percebi que ao explicar o Energy Nest, usando apenas esses termos, muitos deixavam de entender o que de fato nós fazemos e a importância do trabalho que temos desenvolvido aqui.

O Energy Nest é um analgésico para quais dores?

Então, vamos lá! Acredito que o mais fácil seja começar a explicar quem nós atendemos no nosso dia a dia: os empreendedores. Aqueles que escolheram construir os seus próprios caminhos profissionais. Que acreditam estar resolvendo um problema relevante, e isso precisa ser compartilhado. Que veem o potencial de se bancar e de gerar riqueza a partir de seus negócios.

Os perfis são variados. Têm aqueles que cansaram de trabalhar em empresas e querem que o plano B, se transforme em A. Têm os que empreenderam a vida toda, uma empresa depois da outra. Têm os que trabalham em grande empresa, e de lá de dentro identificaram a forma de solucionar algum problema que sentiram na pele. Têm os que já estão empreendendo no mesmo projeto há muito tempo, e não sabem mais o que fazer. Têm os pesquisadores que querem levar suas pesquisas para além dos muros da universidade.

Dentro de todos esses grupos têm aqueles que estão com uma boa ideia, que resolvem um problema real do mercado (ou seja, tem gente lá fora disposta a pagar pelo que está sendo oferecido), mas apesar disso, eles não sabem como começar. E o porquê disso varia muito. Eu citei alguns dos problemas que eles enfrentam aqui embaixo, mas a lista com certeza poderia se estender muito mais:

  • Não sabem como estruturar a parte jurídica e tributária da empresa
  • Não têm contatos comerciais com grandes empresas que poderiam comprar o que oferecem
  • Falta ainda algum detalhe para que o produto ou o serviço atenda bem todos os consumidores e parceiros envolvidos
  • Estão conversando com o tipo de cliente errado
  • Não viram uma oportunidade muito maior, em um mercado um pouco diferente
  • Na equipe não tem ninguém que entenda de marketing, site, logo, apresentação…
  • Falta alguém com uma pegada mais comercial, que entenda bem do mercado e saiba negociar
  • A pessoa toca o negócio sozinha, e não tem braço o suficiente para fazer tudo que precisa
  • O produto precisa passar por algum tipo de teste ou validação e os empreendedores não sabem como fazer isso
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Bom, como eu disse a lista é muito mais longa. Mas já dá para entender um pouco, porque dizem que mais de 80% das empresas não superam o “vale da morte”, que é o nome dado àquelas fases iniciais, onde ainda se opera no negativo e o próprio modelo de negócio está em fase de validação.

Basicamente, o que nós fazemos aqui é diminuir o risco da empresa de não superar esse vale. E como fazemos isso? Oferecendo a solução para cada um dos itens que foram citados na lista acima. Nós nos tornamos sócios da empresa, e passamos a trabalhar como tal. Entendendo a demanda de cada uma, de forma bem individualizada.

Como contribuímos com as startups?

Eu contribuo com a experiência que eu tenho no mercado de Energia. Por sempre ter atuado nesse setor, eu pude conhecer bem as demandas, as dores. Vi de perto o quê funciona e o quê não funciona. Por ser um mercado que historicamente tem muita afinidade (e verba!) com o desenvolvimento de pesquisas e inovações, eu acabei construindo minha carreira em torno desses dois temas: Energia Inovação. E é essa minha visão que eu compartilho com os empreendedores.

“Eu atuo como um sócio, e coloco a mão na massa na parte estratégica, de planejamento e comercial. Vou dos cafés depois do almoço, até as longas reuniões, se estendendo para pegar estrada e ir visitar junto clientes e parceiros.”

Mas no Energy Nest eu não estou sozinho. A Aída Dias, a nossa Diretora de Operações, faz com que o dia a dia e a nossa rotina de trabalho fluam. Afinal de contas, as demandas são muitas e precisamos gerir todas as nossas frentes, mantendo o nosso DNA – que é ser uma empresa de Inovação. Ela olha pro desenvolvimento da estratégia de cada empresa que trabalhamos. E pro próprio Energy Nest, para que consigamos cumprir todo o nosso planejamento. Para isso, nós dois contamos com uma série de parceiros, como por exemplo:

  • Um escritório de advocacia de renome e com experiência no setor de Energia
  • Agências de marketing especialistas em branding e divulgação
  • Suporte técnico para desenvolvimento de sites e infraestrutura
  • Empresa que cuida da parte contábil e financeira
  • Além de uma série de profissionais e empresas parceiras que são acionados sob demanda

É pelo nosso trabalho e por essa rede de profissionais que temos conosco, é que conseguimos trabalhar junto com os empreendedores e agregar em tantas áreas diferentes ao mesmo tempo.

Startup ou empresa?

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E afinal, porque quando falo dos projetos que desenvolvemos aqui no Energy Nest uso muito mais o termo “startup” do que “empresa”? Um termo que está em alta, mas ainda pode gerar alguma confusão. Uma startup tem algumas especificidades quando comparada a empresas tradicionais.

Desde que nasce, a startup tem como objetivo se tornar uma grande empresa, no que diz respeito ao faturamento. E essa é uma das suas principais diferenças, o crescimento do faturamento não acompanhará o mesmo ritmo do crescimento de despesas e número de pessoas na equipe, por exemplo. Ou seja, a curva de receitas cresce descolada da de despesas, o que o classifica como um projeto escalável. Outra característica é que é um modelo replicável, ou seja, consegue entregar o mesmo produto em escala potencialmente ilimitada, sem muitas adaptações ou customizações para cada cliente. E além disso, trabalha em um ambiente de muitas incertezas, o que significa que traz soluções inovadoras.

Como funciona a nossa engrenagem?

Para permitir que essas startups, que lidam com tantas incertezas, alcancem esses patamares com modelos replicáveis e escaláveis nós contamos com investidores. Pessoas físicas que se tornam acionistas do Energy Nest, e consequentemente do nosso portfólio.

Com cada startup acordamos um formato individual, definindo quais áreas / tarefas da empresa nós iremos nos responsabilizar, e qual percentual será o da nossa participação na empresa.

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Dessa forma, o investimento nas startups é realizado de forma indireta. Como expliquei mais acima, no nosso modelo nós não colocamos dinheiro diretamente na startup. Nós fazemos um diagnóstico do que cada uma precisa, e trabalhamos para que isso aconteça. Lembrando que apesar de muitos os serviços prestados, o principal é as conexões com o mercado. As portas que conseguimos abrir ao conectá-las com grandes empresas e parceiros chave.

Como é montado o portfólio?

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Para formar o nosso time de startups, estamos em busca constante de bons projetos. Temos parcerias com universidades, programas de aceleração e grandes empresas. Entrevistamos pessoalmente ou via vídeo cada um dos projetos que nós encontramos.

Assim conseguimos mapear quem tem match para seguir no nosso modelo e também como conseguimos ajudar aquele projeto, independente de ele estar ou não no nosso portfólio. Porque muito além de fazer as startups que estão conosco decolar, nós queremos deixar nossa contribuição para o ecossistema de inovação e empreendedorismo no setor de Energia!

Uma revolução desacelerada por um passado que insiste em se dizer futuro.

POR: Valter Carvalho, Gerente de Inovação e Integração na TCS


Uma revolução desacelerada por um passado que insiste em se dizer futuro.

E isso é a forma mais simplificada que consigo colocar as coisas.

O que são startups?

Dezenas de definições, tangenciais ou não, saltam aos olhos numa breve busca.

DNA tecnológico. Escalável. Perspectiva de grandes lucros com um overhead operacional baixo. Incubadoras de “unicórnios”.

Certamente a mitologia é enorme e coloca um peso tão enorme quanto nos ombros de quem decide se aventurar nesse universo, seja como a própria startup, seja como investidor anjo, seja como usuário de algum serviço incipiente.

É possível ver além da hype, no entanto?

Não é tão fácil. Não se você está mergulhado nesse mundo. As expectativas se misturam, profundamente. O que deveria ser expectativa por uma solução diferenciada, se torna expectativa por um “valuation” acelerado. E isso faz com que as vistas fiquem marejadas, o julgamento fique endurecido, jogando para o lado muitas iniciativas que poderiam, sim, ser uma verdeira revolução. Não é, afinal, essa a história de tantos negócios que foram, tantas vezes, desacreditados, até que encontram o apoio certo, com fé e intensidade, para se desenvolverem?

Pois é. A própria história da maioria das startups de sucesso vai contra aquilo que esperamos encontrar em uma startup em seu estágio inicial. Uma contradição.

E é essa a maravilha, eu lhes digo. Sim, essa contradição. A fricção sobre a realidade faz com que a mesma se movimente e, ao se movimentar, atinga platôs que desconhecíamos. E é o desconhecido que caracteriza a inovação. De “post-its” a redes sociais a negócios de economia colaborativa, tudo que não fazemos muito claramente ideia hoje mas que faz absoluto sentido ao ser “tirado da cartola” é o que podemos chamar de inovação aplicada. É o que podemos ouvir bater como o coração de uma startup.

Por isso, as expectativas sobre esses movimentos de compilação do conhecimento e técnicas existentes em busca por soluções, por muitos chamados de “startups”, deveriam ser simples: Trazer essas soluções à vida. Fazê-las girar e transformar tudo que elas se propõe transformar, cumprindo, assim, a missão de sua existência.

Mas, e os bilhões, você me pergunta? E os unicórnios? E os famosos “pit’s” para termos certeza de que essa startup pode se tornar uma dessas máquinas de dinheiro? Tudo isso é a ilusão, o subproduto, o passado que insiste em se travestir de futuro. Mas, não se enganem. Não é por ser, efetivamente, um passado, que ele é fraco. Pelo contrário. O petróleo, as finanças, as patentes, tudo isso é parte desse mundo de ontem mas que ainda domina o hoje. O poder maior está lá. As vozes mais ouvidas vêm de lá. E por lá só sabem pensar em termos de “valuation”, de dinheiro, como fim em si mesmo e não consequência natural de uma solução bem posicionada.

Por isso você, que está pensando em ser uma startup, em investir em uma startup ou em um fundo de startups, não caia nessas armadilhas. Pense na solução. Levante a cabeça e olhe para o mundo, com sua própria ótica. Trabalha para indústria? O que o chão de fábrica mais precisa? Essa é sua ótica. Trabalha para o comércio? O que os atendentes do varejo sofrem, o que confunde os clientes? Trabalha na área de saúde? O que arranca o cabelo de médicos, o que dificulta o trabalho de enfermeiros, com o que sofrem os parentes de pacientes internados?

Soluções. Simplicidade. Tecnologia? Desejável, sem dúvida. Mas como meio, jamais um “falso meio” que acaba sendo um fim em si mesmo.

Isso é uma boa definição para startups. Isso é um arco-íris a ser buscado, pois está em um caminho real, de expectativas reais, de impacto sobre a realidade. Não um “valuation” qualquer dado por financistas que pouco entendem do negócio e cujo nome deturpa os pobres unicórnios, criaturas tão lindas e que nunca deveriam ser usadas para mostrar uma mera pilha de dinheiro, mas sim o salto para uma realidade melhor, mágica por aquilo que trás às nossas vidas.

Leia mais em: https://www.linkedin.com/valter/

Lançamento FORTUNE Venture Builder!

No dia primeiro de outubro aconteceu o lançamento da Fortune Venture Builder, a primeira Venture Builder com foco em negócios de Impacto Social e de Indústria 4.0, que busca a seleção contínua de startups atuantes nesses segmentos. A Fortune funciona como uma fábrica de startups e as apóia com infraestrutura, know-how, acesso a canais de mercado, rede de mentores, modelagem de negócios, serviços contábeis e jurídicos, além de suporte nas áreas de marketing, vendas e produto.

Constituída como uma sociedade anônima de capital fechado com propósito de apoiar os negócios em suas fases iniciais, a Fortune busca resolver a dor do investidor anjo – ligada ao perigo de selecionar e investir de forma isolada – pulverizando o risco em um pool de 30 startups, apoiadas pelo Grupo TCS que possui notória expertise na indústria, inovação e forte atuação na área social e também pela FCJ Venture Builder, que há 5 anos atua no ramo de Venture Builder com forte know-how e processos já validados.

Segundo Henrique Monferrari, CEO da Fortune Ventures, “parceiros dessa envergadura fazem com que a proposta de valor da Fortune seja relevante, abrangente e assertiva”. Conheça a Fortune Ventures e descubra um jeito novo e assertivo para investir e impulsionar negócios de impacto e de Indústria 4.0.

TCS é premiada no Programa Startups Connected da Câmara Brasil-Alemanha

A conquista evidencia o potencial das soluções desenvolvidas pelo grupo e sua adaptabilidade em diferentes segmentos e indústrias, como o agronegócio.

A TCS foi uma das empresas vencedoras do Programa Startups Connected, realizado pela Câmara Brasil-Alemanha, na categoria Data Farming, numa aplicação para o agronegócio validada pela @bayerbrasil @agrobayerbrasil.

Além dessa conquista, outras duas spin-offs do Grupo TCS também foram finalistas com três diferentes projetos para desafios de mobilidade sustentável e indústria 4.0, sob avaliação de empresas como Bayer, Voith e também do Ministério da Alemanha.

Carmem Botelho, nossa responsável pela captação de projetos de inovação, e Fábio Trindade, nosso Gerente de Negócios na Regional SP, receberam o prêmio em nome de toda a nossa equipe e continuam participando do 7°. Congresso Brasil-Alemanha de Inovação sediado pela Câmara Brasil-Alemanha em São Paulo.

Hoje e amanhã o evento focará o papel da inovação e das tecnologias emergentes em novos negócios, promovendo palestras, debates e networking entre o ecossistema de inovação e os principais players nacionais e internacionais do segmento.

#somostcs #gotcs #gotcx #inovacao #transformacaodigital #startupsconnected #camarabrasilalemanha #CBAI2019

TCS é premiada pela FCA como fornecedor destaque de inovação em 2019.

Empresa sedimenta-se como um player de referência em tecnologia e inovação no segmento industrial.

Belo Horizonte, MG; 13 de junho de 2019 – A FCA (Fiat Chrysler Automobiles) premiou os seus melhores fornecedores na região da América Latina no Annual Supplier Conference & Awards 2019, reconhecendo aqueles que mais se destacaram pelo compromisso na entrega de valor com inovação, qualidade, garantia, competitividade, alinhados a seus princípios de colaboração proativa, melhoria contínua, integridade, empatia e advocacia, pensamento de longo prazo, transparência mútua, senso de urgência e responsabilidade social. A TCS foi a grande vencedora na categoria Inovação.

Atuando na FCA desde 2007, a TCS possui trabalhos relevantes em todos os setores produtivos da fábrica e tal reconhecimento sedimenta seu reposicionamento de mercado, estabelecendo-a como um player de referência em tecnologia e inovação no segmento industrial. A empresa iniciou suas atividades através da prestação de serviços de automação, mas antecipou-se ao recente movimento de digitalização incorporando em seu portfólio serviços de TI com tecnologias de ponta aplicada às dores do setor. Em 2018 a TCS já havia conquistado importantes reconhecimentos dentro da própria FCA, chegando a ter dois projetos selecionados em um único evento de inovação da Powertrain. Além disso, a empresa também conquistou o primeiro lugar no Vallourec Open Brasil, com uma aplicação de visão computacional e aprendizado de máquinas interligada a drones, e também foi destaque no desafio de mobilidade do Programa SEPLAG Challenge at FIEMG Lab, no Governo do Estado de Minas Gerais, com uma solução capaz de reduzir drasticamente o número de veículos da frota a partir do compartilhamento.

A indústria automotiva possui um plano arrojado de desenvolvimento para os próximos anos, estando o mesmo diretamente relacionado ao Programa Rota 2030, que prevê benefícios fiscais a fabricantes de veículos e autopeças em troca de investimento em pesquisa e desenvolvimento. Neste contexto, a TCS ganha forte destaque no setor, uma vez que dispões de qualificação e expertise no desenvolvimento de soluções que promovem ganhos de eficiência, qualidade e competitividade.

Marco Ferreira, Fernando Sousa e Pamella Campos, com Antonio Filosa, COO da FCA Latam.
Equipe da TCS com Laylla da Cruz, Supply chain para contratação de serviços logísticos, Dulcinéia Caldeira Brant, Gerente da área de compras e Luis Santamaria, Diretor de compras da FCA para América Latina.
Marco Ferreira, Diretor de Operações, Fernando Sousa, Diretor Técnico e Pamella Campos, Gerente Comercial do Grupo TCS.
Equipe da TCS com Carl Smiley, Diretor global de compras da FCA.
Fernando Sousa, nosso Diretor Técnico, entre Luis Santamaria e Antonio Filosa, sendo agraciado com o prêmio de fornecedor do ano na categoria de inovação.

 

SmartFleet, a startup do Grupo TCS que oferece solução para compartilhamento inteligente de frota!

A SmartFleet, startup do Grupo TCS que oferece solução para compartilhamento inteligente de frota, junto à PRECON Engenharia lançaram hoje o primeiro carro compartilhado em condomínio do programa “Minha casa, minha vida”. O projeto é uma fruto de uma parceria com o Precon Lab Incubation, programa de inovação realizado pela construtora com o propósito de identificar, desenvolver e aplicar novos projetos que sejam relevantes para os seus negócios.

“Através da plataforma, os moradores podem consultar a disponibilidade do veículo e reserva-lo com total autonomia e sem nenhuma burocracia, realizando processos de check-in e check-out com upload de fotos através do próprio celular”, cita Ricardo Santos, responsável pela iniciativa. Com a solução, o condomínio disponibiliza a seus moradores a conveniência de um veículo que pode ser utilizado de forma intuitiva e ágil e com total gestão para a administração do condomínio.“Temos enorme expectativa que essa experiência aqui no Condomínio Ville Colônia seja tão bem sucedida que a partir dela possamos replicar o modelo em outros empreendimentos”, conclui Ricardo.

 

O Pick´n´Drive é o software da SmartFleet que permite o compartilhamento inteligente de frotas garantindo máxima eficiência na utilização dos ativos e, consequentemente, redução de despesas.

Startups do país começam a usar blockchain

Desde que surgiu em 2008, o Bitcoin sempre chamou a atenção por parte dos especuladores que viram um meio de “ganhar dinheiro” com sua valorização ao longo do tempo. Mas muita coisa ainda estava por vir.

O sistema que está por trás  do Bitcoin, começou a chamar atenção de empreendedores/desenvolvedores de toda parte do mundo – o livro público distribuído ou simplesmente Blockchain, começou a ser estudado por grandes players da tecnologia como DELL e Microsoft.

Mais afinal o que é Blockchain?

Para que você entenda de forma simplificada, Blockchain é um grande registro público de informações descentralizadas, que não depende de servidores centrais e bancos de dados para funcionar.

 

Startps Brasileiras movidas à Blockchain

No Brasil o segmento dominante é o de criptos, onde hoje possui um total de 12 Startups, de acordo com a última pesquisa realizada pelo Finnovista. Essas startups estão distribuídas em vários setores, como gateway de pagamento, pagamentos de contas e serviços relacionados com bitcoin.

Novas Startups

Apesar de ainda não ter nenhuma regulamentação para o bitcoin, startups ganham seu espaço no mercado, só no final de 2016 surgiram algumas como a Mudamos e A Star Labs.

Mudamos é uma plataforma que permite a criação de projetos de lei, baseado em assinaturas via Blockchain, todas as assinaturas serão guardadas e preservadas, sendo possível realizar auditoria e provar a originalidade.

Talvez você esteja pensando em alguma solução para certificação digital, contratos inteligentes (smart contracts) – Pois bem, essa área é segmentada por duas grandes startups, de uma lado a OriginalMy, que provêm serviços de contratos inteligentes via Blockchian do Bitcoin e do Etherum. Só para vocês terem uma ideia, através da OriginalMy, já foi possível celebrar um enlace matrimonial via Blockchain.

Além da OriginalMy, em novembro de 2016 surgiu A Star Labs, que provem soluções como, diplomas digitais, tokens criptográficos e smart contracts. Hoje as principais áreas de atuação da A Star são: Blockchain, criptomoedas, FinTech, ECM, IoT e Machine Learning.

Mercado Financeiro

Talvez a área que possui a maior parte das Fintechs que conta com algumas que são destaques nesse segmento, como na intermediação de compra e venda de bitcoins. A Foxbit, lidera a lista, considerada a maior bolsa de bitcoins da América Latina, disponibiliza uma plataforma para comprar e vender bitcoins através da rede Blinktrade, que é outra startup criada por um brasileiro, mais com sede em Nova York. Além da Foxbit, este mercado é seguido por outras plataformas como: BitcointoyouNegociecoinsMercado bitcoinFlowBTC Walltime.

coinBR é a única startup que se diferencia das citadas acima, pois seu modelo de operação é completamente diferente. Dessa forma a startup consegue atender melhor os seus usuários. Inclusive é a única a oferecer serviços como pagamentos de contas e boletos, impostos, além de possuir uma Smart Wallet (carteira inteligente) – que é capaz de realizar transações offchain e calcular a melhor fee (taxa), paga ao minerador, tudo isso através da Blockchain.

“A COINBR É UMA EMPRESA ESTABELECIDA EM 4 PAÍSES (BRASIL, PARAGUAI, ÁFRICA DO SUL E HONG KONG) E CONSOLIDADA NO MERCADO DESDE 2013, ATUANDO EM VÁRIAS ÁREAS QUE A TECNOLOGIA POSSIBILITA.” – ROCELO LOPES – CEO COINBR.NET

Para mais informações sobre a Smart Wallet da coinBR, sugiro que leia nosso review sobre suas funcionalidades.

Incentivo a educação

Quando falamos de inovação tecnológica, não poderíamos deixar de falar também sobre educação. Foi pensando nesse sentido que surgiu a Startup Blockchain Academy, que é uma rede colaborativa de educação voltada para a formação multidisciplinar focada em bitcoin, Blockchain e temas correlativos.

Como vimos ainda é uma área em exploração e desenvolvimento, provavelmente daqui algum tempo vamos ver mais startups surgindo com novas soluções, que possam atender a demanda de mercado.

PAVIMENTANDO O CAMINHO EM DIREÇÃO À INDÚSTRIA 4.0

POR Michael Gomes Rogana, Alair Dias Júnior, André Luis Resende Monteiro, Fernando C. A. de Sousa, Leonardo de Barros Silva e Hugo Tadeu

 

        Com o rápido avanço tecnológico das últimas décadas, o conceito de “transformação digital” vem ganhando projeção e, além da discussão teórica e acadêmica, se materializa nos fenômenos contemporâneos da chamada Quarta Revolução Industrial –tecnologias de automação e troca de dados que utilizam conceitos de sistemas ciber-físicos, Internet das Coisas e computação em nuvem (Hermann, Pentek, Otto, 2015). Na indústria, a transformação digital se manifesta pelo avanço tecnológico da automação de processos e integração de diversos níveis de sistemas, máquinas e processos, que visam aumentar produtividade e eficiência operacional, reduzindo custos.

A utilização de computadores para dar suporte às tarefas em ambientes industriais começou por volta dos anos 70 e vem crescendo expressivamente. Inicialmente, os computadores eram utilizados apenas para auxiliar as tarefas de projeto e produção (computer-aided design e computer-aided manufacturing). O termo Manufatura Integrada por Computador (CIM, do inglês Computer Integrated) define uma nova tendência, de ampliação do uso do computador também em outras tarefas, que abrangem as funções de negócio nas empresas (ALAVUDEEN, 2008).

Entre os modelos de CIM existentes, um dos mais conhecidos é o PRM (Purdue Reference Model), proposto em 1989 pelo comitê de modelo de referência CIM, que serviu de base para o desenvolvimento do padrão S-95 da ISA (The Instrumentation, Systems and Automation Society). Esse padrão estabelece critérios para a integração do gerenciamento de informações da empresa com os sistemas do chão de fábrica. Segundo Yukio (2006), a leitura atual da sigla CIM dá ênfase ao I, de integração, e para que as empresas de manufatura executem suas estratégias é preciso haver uma integração completa da manufatura, através da educação e da metodologia. Um sistema de automação integrado deve atender a uma série de requisitos, com funções bem definidas, e permitir a operação da planta com segurança, atendendo aos requisitos de máxima produtividade e mínima utilização de matéria-prima e energia.

O PRM considera um modelo para automação industrial composto de seis níveis (Williams, 1989), mas exclui do CIM os níveis 0 e 5 sob o argumento que “no nível 0 existe uma grande diferença entre equipamentos e funções nos diversos tipos de indústrias” que impediriam a interoperação entre os equipamentos e “no nível 5, as tarefas são consideradas inovativas e não podem ser matematicamente modeladas utilizando tecnologias atuais” dificultando as análises dos dados por meio do computador (numa tradução livre). Observando o desenvolvimento das tecnologias digitais nas últimas décadas, em especial as evoluções em redes de computadores e padrões de comunicação, que permitem a uniformização do tráfego de dados do chão de fábrica, e os avanços na teoria da informação, inteligência artificial e ciência dos dados, que permitem a modelagem e análise de uma maior quantidade de dados de alto nível, podemos extrapolar o modelo PRM e incluir níveis não considerados originalmente (Figura 1).

Figura 1 – Níveis funcionais da estruturação hierárquica de um sistema de automação

Fonte: (Yukio, 2006, p. 19)

Williams (1989) descreve os níveis do modelo apresentado na Figura 1:

  • Nível 5 – Gerenciamento corporativo – integra informações financeiras, de marketing, vendas, pesquisa e desenvolvimento, descritas em alto nível, com o objetivo de gerenciar a empresa e direcioná-la de forma efetiva para o cumprimento de sua missão.
  • Nível 4 – Planejamento global da produção – responsável pelas funções de planejamento e escalonamento da produção, incluindo design de produtos, engenharia de produção e gerenciamento global da produção de recursos e insumos, e da manutenção.
  • Nível 3 – Alocação e supervisão de materiais e recursos – coordena a produção e oferece suporte a tarefas de produção, além da obtenção e alocação de recursos para essas tarefas. Nesse nível, ocorrem os gerenciamentos locais da produção, de recursos e insumos e da manutenção, tratamento de resíduos e expedição.
  • Nível 2 – Coordenação de múltiplas máquinas e operações – sequencia e supervisiona as tarefas do chão de fábrica e vários serviços de suporte.
  • Nível 1 – Comando de máquinas, sequências e equipamentos – direciona e coordena a atividade dos equipamentos do chão de fábrica.
  • Nível 0 – Ativação de sequências e movimentos – realiza comandos para os equipamentos do chão de fábrica.

A Figura 2 apresenta um exemplo de estruturação hierárquica dos sistemas de automação numa empresa de manufatura, com os níveis em que os sistemas normalmente são empregados. Utiliza o modelo PRM original e considera o Nível 5 como entidade externa.

 Figura 2 – Exemplo de estruturação hierárquica dos sistemas de automação numa empresa de manufatura

Fonte: (Yukio, 2006, p. 19)

 

Transformação digital

Apesar de estar sendo desenvolvido no meio industrial há muitos anos, o conceito de CIM não podia ainda ser implementado em todos os seus níveis (de 0 a 5, considerando o PRM da Figura 1) devido a problemas no chão de fábrica, alguns deles já destacados por Williams (1989): equipamentos de fabricantes diferentes; várias redes e protocolos de comunicação; falta de integração entre áreas devido ao custo de infraestrutura; ilhas de processos não interligados; controles manuais ainda não automatizados ou computadorizados; equipamentos obsoletos tecnologicamente.

A digitalização dos processos industriais tem atenuado esses problemas e, em alguns casos, eles não são mais obstáculos à implementação efetiva da CIM, permitindo a obtenção de melhores resultados em todos os níveis. No entanto, para que a transformação digital seja bem implantada no nível corporativo, além da digitalização dos processos, exige um modelo dinâmico e gradual de maturidade digital.

 

Dimensões dos modelos de maturidade digital

Para que o processo de transformação digital aconteça, a empresa precisa implantar um “processo gradual, que deve ser desdobrado por toda a organização ao longo do tempo” (Kane et al, 2015) – a maturidade digital, processo evolucionário e não radical.

Tadeu et al. (2018) consideram que a maturidade digital é resultado de um processo relacionado a 10 dimensões (Figura 3). O primeiro passo é saber até onde a empresa quer chegar, no longo prazo, dentro da dimensão “Estratégia Organizacional e Processos Digitais”. Esse seria o grande direcionador das outras dimensões do processo de transformação digital. Novos modelos de negócios são, em geral, resultantes de ações em algumas ou muitas das dez dimensões apresentadas.

Assim, a transformação digital não pode ser tratada como um modelo instantâneo e radical, mas como forma de transformação que deve ser estudada, pois impõe novos desafios às organizações (Matt et al. 2015).

Neste artigo, vamos analisar as tecnologias digitais do grupo TCS que têm caráter inovador e podem ser aplicadas na indústria e no varejo. A partir de um levantamento interno do grupo, apresentaremos aplicações, funcionalidades, arquiteturas e diferenciais dos produtos e soluções que remetem aos conceitos de transformação digital (Internet das Coisas, virtualização, visão computacional e infraestrutura em nuvem). Também vamos mostrar os resultados da implantação dessas tecnologias em clientes do grupo e como os principais avanços tecnológicos recentes podem alterar a organização do ambiente industrial e como a transformação digital, quando adotada efetivamente dentro das organizações, levam a um efeito em cascata que se reflete em toda a cadeia produtiva.

Figura 3 – Dimensões da Transformação Digital

 

Sobre o grupo TCS

O grupo TCS (Technologies and Creative Solutions) é composto por empresas divididas em várias verticais, com a proposta de atuar no mercado de inovação tecnológica para a indústria e varejo. Fundado em 2004, e estabelecido no centro de inovação Raja Valley, em Belo Horizonte, o grupo passou por um processo de fusão com o próprio Raja Valley, por meio de uma joint venture. A equipe do TCS é composta por engenheiros eletricistas e de automação, e cientistas da computação. Também conta com mestres, doutores e alunos de mestrado e doutorado, que trabalham em linhas de pesquisa sobre os pilares da quarta revolução industrial (IoT, Inteligência Artificial, Big Data, dispositivos móveis, impressoras 3D, sensores inteligentes, realidade virtual/aumentada e computação em nuvem).

Dentre suas principais atividades, estão os programas de pré e aceleração de startups, desenvolvimento de pesquisa e trabalhos juntamente com grandes centros de referência (UFMG e CEFET), projetos de automação industrial (programação de controladores lógico programáveis, sistemas de supervisão e controle, acionamentos elétricos, instrumentação, etc), desenvolvimento de produtos e soluções alinhados com a quarta revolução industrial, e desenvolvimento de produtos inovadores e customizados para o mercado de varejo.

Após a joint venture, o grupo TCS e o Raja Valley vêm se firmando como centro de inovação, unificando pesquisa, empreendedores, tecnologias e investidores, fechando todo o ciclo das startups (pré-aceleração, aceleração e mercado).

Atuação do grupo TCS no modelo de maturidade digital

O grupo TCS desenvolve produtos, soluções, serviços e consultoria nas seguintes dimensões, considerando o modelo de maturidade digital da Figura 3:

  • Tecnologias digitais – possui uma equipe com know-how e produtos/soluções para TI, instrumentação, automação industrial, visão computacional, IoT, inteligência artificial, sensores inteligentes, computação na nuvem, entre outros.
  • Capacidade analítica e preditiva (Predictive Analytics) – conta com mestres e doutores na área de inteligência computacional, além de um doutorando com linha de pesquisa aplicada nesta área. Também possui ferramentas próprias e proprietárias para realizar a análise preditiva de processos e dados.
  • Relacionamento em redes – com a joint venture, o grupo TCS se estabeleceu como centro de inovação, interagindo e trabalhando de forma integrada com fornecedores, startups, universidades, fundos de investimento e empresas operacionais de tecnologia e inovação.
  • Estratégia organizacional e processos digitais – no âmbito industrial, o grupo TCS atua nas diversas áreas funcionais, integrando o chão de fábrica aos níveis corporativos, com tecnologia da informação, automação industrial e inteligência artificial.
  • Novos modelos de negócio digitais – o grupo TCS atua num ecossistema digital – o Raja Valley – onde há um ambiente intenso de ofertas de produtos, serviços e soluções, por meio de plataformas digitais integradas, que constantemente possibilitam a criação de novos modelos de negócio.

Estudo de Caso do grupo TCS: tecnologia que fomenta transformação digital ao longo da cadeia produtiva

Muitas das soluções oferecidas pelo grupo TCS aos seus clientes geram grandes transformações em suas estruturas. O sistema MMI, por exemplo, permite o controle mais completo dos parâmetros de produtividade. O MMI OEE foi aplicado em duas unidades de produção da Teksid, monitorando a produção e paradas de quatro máquinas. O resultado obtido permite melhorias no processo de produção e correções técnicas nos computadores industriais. O MMI Trends foi implementado na FCA com o objetivo de monitorar as variáveis analógicas e digitais de algumas máquinas, projeto denominado internamente de “Máquinas que Falam”.

Sistemas de visão computacional, combinados com técnicas de Machine Learning, também permitem que sejam atingidos níveis de qualidade e eficiência que não seriam facilmente alcançados de outro modo. Na própria FCA, foram instalados diversos sistemas de visão computacional, como por exemplo um sistema para verificar o cravamento da porca da linha de transmissões e para inspeção da correta aplicação de sigilante (selante de vedação) na superfície da caixa de câmbio. Todos os esses sistemas possibilitam uma maior confiabilidade e qualidade nas linhas de montagem, reduzindo o risco de ocorrências de não conformidade.

A inovação e a transformação digital na cadeia produtiva pode ser iniciada por necessidades de clientes, como nos casos apresentados anteriormente, mas também por uma transformação interna. Por iniciativa do grupo TCS, foram disponibilizados veículos com o sistema Pick ‘n Drive, para atender mais de 400 residentes vindos de várias empresas do ecossistema de inovação do Raja Valley. O Pick‘n Drive é um produto modular que tem como objetivo realizar o controle inteligente de uma frota de veículos que permite uso de frota compartilhada, gestão da frota e gestão de rotas e entregas. Utilizando rastreadores instalados nos carros, é possível aumentar a eficiência da frota, de forma que mais usuários possam ser atendidos pelo mesmo carro, aumentando a taxa de ocupação de cada carro e, assim, reduzindo a frota imobilizada. No Raja Valley, os veículos são fornecidos por um consórcio entre o grupo TCS e a Pacto Locação de Veículos. Assim, na locação de um carro pelo residente, por hora, todo o processo de check-in e check-out é automatizado e, praticamente, não depende da intervenção humana. O residente paga apenas pelas horas de locação do carro e pode fazer, via web, o agendamento, a análise e controle de todas as faturas de uso do carro. Esse modelo, que foi adotado internamente, se tornou também um produto do grupo TCS que tem como cliente, por exemplo, o grupo Carbel. O grupo Carbel possui uma frota de carros para entrega de peças a clientes, além de oferecer transporte de ida e volta àqueles que deixam seus carros para manutenção na concessionária. O módulo de gestão de entrega e rotas do Pick’n Drive proporciona controle em tempo real da frota, das rotas, das peças entregues e dos clientes deixados em suas residências.

Outro exemplo do efeito cascata de transformação digital ao longo da cadeia produtiva é o sistema Trace, que foi implantado na FCA (grupo Fiat) com o objetivo de monitorar e rastrear a produção de peças em linhas de montagem de suspensão. O Trace realiza o rastreamento completo do processo de produção de manufatura. Todos os dados das operações realizadas sobre determinada peça (aperto de parafusos ou prensagens, por exemplo) são obtidos em tempo real e posteriormente consolidados. A partir daí, o gestor da produção tem acesso detalhado a toda a rastreabilidade do equipamento, podendo obter informações sobre as estações de trabalho que a peça percorreu, operações aplicadas sobre ela, quais peças foram produzidas de forma incorreta e estatísticas sobre a qualidade geral da produção, por exemplo. O sistema, assim, garante confiabilidade dos dados coletados, além de permitir um controle preciso da produção de cada peça, otimizando o tempo de processos internos da área. Além disso, eventuais processos de recall tornam-se mais rápidos, eficientes, assertivos, com menor custo.

Os resultados obtidos com a instalação do Trace nessas linhas da FCA começam a fomentar a transformação ao longo da sua cadeia de fornecedores. Uma versão do Trace está sendo desenvolvida para a empresa Magneti Marelli, fornecedora de amortecedores para a FCA. Essa transformação, que em princípio é espontânea, tende a se tornar uma obrigatoriedade na medida em que o ator chave da cadeia produtiva, no caso a FCA, começa a exigir de seus fornecedores um nível de controle na produção equivalente. Uma outra tecnologia que pode acelerar o processo de obrigatoriedade de adoção de sistemas de rastreamento semelhantes ao Trace é o Blockchain.

Uma das principais tecnologias envolvidas no fenômeno das criptomoedas, a tecnologia Blockchain pode ser entendida como um banco de dados distribuído, que é mantido e gerenciado por uma base descentralizada por meio de uma rede peer-to-peer (P2P) na qual todos os participantes são igualmente responsáveis por armazenar e manter os dados. Um Blockchain é uma lista crescente de registros, chamados blocos, que são vinculados e protegidos usando criptografia. Cada bloco normalmente contém um hash criptográfico do bloco anterior, um registro de data e hora e dados de transação. O hash do bloco anterior garante, por design, que o blockchain seja resistente à modificação dos dados, pois uma alteração em algum dos blocos corrompe a cadeia. Assim, a combinação de blockchain e Internet das Coisas Industrial (IIoT) pode ser muito poderosa, pois fornece confiabilidade auditável para transações de vários tipos importante em uma cadeia de produção industrial. Além disso, o uso intenso da criptografia, uma característica fundamental das redes blockchain, traz o alto nível de segurança para todas as interações na rede. Blockchain ainda é uma tecnologia nova e seus benefícios para a área industrial estão apenas começando a ser explorados, mas sua combinação com sistemas de rastreamento semelhantes ao Trace permitiriam um maior controle dos eventos de produção, criando um registro imutável e indelével do histórico de fabricação de produtos.

Assim, observa-se que, partir da aplicação de tecnologias em pontos chave na cadeia produtiva, é possível iniciar-se a propagação da transformação digital ao longo dessa cadeia. Esse efeito é visível em algumas soluções oferecidas pela TCS aos seus clientes e acredita-se que esses efeitos serão cada vez mais observados na medida em que as tecnologias envolvidas na chamada Indústria 4.0 ganhem maturidade e aceitação na indústria brasileira.

 

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 Michael Gomes Rogana é mestrando em modelagem matemática computacional (dissertação pendente), pós graduado em computação pelo Cefet-MG, engenheiro de controle e automação pela PUC-MG. Empresário e fundador do grupo TCS. Contato: michael@tcsindustrial.com.br

Alair Dias Júnior é professor adjunto do Departamento de Engenharia Eletrônica da UFMG, sócio do grupo TCS, Doutor e Mestre em Engenharia Elétrica pela UFMG, com estágio pós-doutoral na École Polytechnique Fédérale de Lausanne (EPFL), Suíça. Contato: alairjunior@ufmg.br

 André Luís Resende Monteiro é sócio do grupo TCS, doutorando em visão computacional pela UFMG e mestre em visão computacional pela PUC-MG. Contato: andre@tcsindustrial.com.br

 Fernando Castro Alves de Sousa Engenheiro de controle e automação (2001) e empresário apaixonado por negócios. Atuando nos maisdiversos segmentos de mercado desde 2001. Fundador de várias empresas, trabalhando diretamente emseus setores técnico e comercial, com visão sistêmica e capacidade multidisciplinar. Contato: fernando@tcsindustrial.com.br

Leonardo de Barros Silva é engenheiro de software na Oracle e especialista foco em processamento de alto desempenho em nuvem e inteligência artificial.

 Hugo Tadeu é professor de Inovação e Produtividade do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo da Fundação Dom Cabral.

 

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 PARA SE APROFUNDAR NO TEMA

ALAVUDEEN, A.; VENKATESHWARAN, N. COMPUTER INTEGRATED MANUFACTURING. Nova Deli: PHI Learning, 2008. 440 p.

KANE, G. C.; PALMER, D.; PHILLIPS, A. N.; KIRON, D.; BUCKLEY, N. Strategy, not technology, drives digital transformation. MIT Sloan Management Review and Deloitte University Press, 2015.

KHAN, Shahyan. Leadership in the Digital Age: a study on the effects of digitalization on top management leadership. 2016. 57 p. Dissertação (Master Thesis) – Stockholm Business School, Stockholm University, Estocolmo, 2016. Disponível em: https://su.diva-portal.org/smash/get/diva2:971518/FULLTEXT02.pdf Acesso em: 11 maio 2018.

HERMANN, Mario; PENTEK, Tobias; OTTO, Boris. Design Principles for Industrie 4.0 Scenarios: A Literature Review. Dortmund, Alemanha: [s.n.], 2015. 15 p. Disponível em: http://www.thiagobranquinho.com/wp-content/uploads/2016/11/Design-Principles-for-Industrie-4_0-Scenarios.pdf – Acesso em: 17 maio 2018.

MATT, C.; HESS, T.; BENLIAN, A. Digital Transformation Strategies. Business & Information Systems Engineering, 57(5), 2015. p. 339–343.

TADEU, Hugo Ferreira Braga; DUARTE, André Luis de Castro Moura;

TAURION, Cezar. Transformação Digital: perspectiva brasileira e busca da maturidade digital. [S.l.: s.n.], 2018. 31 p.

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