Entenda como o Energy Nest tem mudado a forma de fazer negócios no ramo de Energia

Por: Leandro Martins, Diretor de Energia no Grupo TCS & CEO Energy Nest

Para entender o que de fato o Energy Nest faz, nós precisamos ir além dos termos startups, venture builder, gestão de portfólio ou investimento de risco.

Ao longo deste último ano, percebi que ao explicar o Energy Nest, usando apenas esses termos, muitos deixavam de entender o que de fato nós fazemos e a importância do trabalho que temos desenvolvido aqui.

O Energy Nest é um analgésico para quais dores?

Então, vamos lá! Acredito que o mais fácil seja começar a explicar quem nós atendemos no nosso dia a dia: os empreendedores. Aqueles que escolheram construir os seus próprios caminhos profissionais. Que acreditam estar resolvendo um problema relevante, e isso precisa ser compartilhado. Que veem o potencial de se bancar e de gerar riqueza a partir de seus negócios.

Os perfis são variados. Têm aqueles que cansaram de trabalhar em empresas e querem que o plano B, se transforme em A. Têm os que empreenderam a vida toda, uma empresa depois da outra. Têm os que trabalham em grande empresa, e de lá de dentro identificaram a forma de solucionar algum problema que sentiram na pele. Têm os que já estão empreendendo no mesmo projeto há muito tempo, e não sabem mais o que fazer. Têm os pesquisadores que querem levar suas pesquisas para além dos muros da universidade.

Dentro de todos esses grupos têm aqueles que estão com uma boa ideia, que resolvem um problema real do mercado (ou seja, tem gente lá fora disposta a pagar pelo que está sendo oferecido), mas apesar disso, eles não sabem como começar. E o porquê disso varia muito. Eu citei alguns dos problemas que eles enfrentam aqui embaixo, mas a lista com certeza poderia se estender muito mais:

  • Não sabem como estruturar a parte jurídica e tributária da empresa
  • Não têm contatos comerciais com grandes empresas que poderiam comprar o que oferecem
  • Falta ainda algum detalhe para que o produto ou o serviço atenda bem todos os consumidores e parceiros envolvidos
  • Estão conversando com o tipo de cliente errado
  • Não viram uma oportunidade muito maior, em um mercado um pouco diferente
  • Na equipe não tem ninguém que entenda de marketing, site, logo, apresentação…
  • Falta alguém com uma pegada mais comercial, que entenda bem do mercado e saiba negociar
  • A pessoa toca o negócio sozinha, e não tem braço o suficiente para fazer tudo que precisa
  • O produto precisa passar por algum tipo de teste ou validação e os empreendedores não sabem como fazer isso
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Bom, como eu disse a lista é muito mais longa. Mas já dá para entender um pouco, porque dizem que mais de 80% das empresas não superam o “vale da morte”, que é o nome dado àquelas fases iniciais, onde ainda se opera no negativo e o próprio modelo de negócio está em fase de validação.

Basicamente, o que nós fazemos aqui é diminuir o risco da empresa de não superar esse vale. E como fazemos isso? Oferecendo a solução para cada um dos itens que foram citados na lista acima. Nós nos tornamos sócios da empresa, e passamos a trabalhar como tal. Entendendo a demanda de cada uma, de forma bem individualizada.

Como contribuímos com as startups?

Eu contribuo com a experiência que eu tenho no mercado de Energia. Por sempre ter atuado nesse setor, eu pude conhecer bem as demandas, as dores. Vi de perto o quê funciona e o quê não funciona. Por ser um mercado que historicamente tem muita afinidade (e verba!) com o desenvolvimento de pesquisas e inovações, eu acabei construindo minha carreira em torno desses dois temas: Energia Inovação. E é essa minha visão que eu compartilho com os empreendedores.

“Eu atuo como um sócio, e coloco a mão na massa na parte estratégica, de planejamento e comercial. Vou dos cafés depois do almoço, até as longas reuniões, se estendendo para pegar estrada e ir visitar junto clientes e parceiros.”

Mas no Energy Nest eu não estou sozinho. A Aída Dias, a nossa Diretora de Operações, faz com que o dia a dia e a nossa rotina de trabalho fluam. Afinal de contas, as demandas são muitas e precisamos gerir todas as nossas frentes, mantendo o nosso DNA – que é ser uma empresa de Inovação. Ela olha pro desenvolvimento da estratégia de cada empresa que trabalhamos. E pro próprio Energy Nest, para que consigamos cumprir todo o nosso planejamento. Para isso, nós dois contamos com uma série de parceiros, como por exemplo:

  • Um escritório de advocacia de renome e com experiência no setor de Energia
  • Agências de marketing especialistas em branding e divulgação
  • Suporte técnico para desenvolvimento de sites e infraestrutura
  • Empresa que cuida da parte contábil e financeira
  • Além de uma série de profissionais e empresas parceiras que são acionados sob demanda

É pelo nosso trabalho e por essa rede de profissionais que temos conosco, é que conseguimos trabalhar junto com os empreendedores e agregar em tantas áreas diferentes ao mesmo tempo.

Startup ou empresa?

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E afinal, porque quando falo dos projetos que desenvolvemos aqui no Energy Nest uso muito mais o termo “startup” do que “empresa”? Um termo que está em alta, mas ainda pode gerar alguma confusão. Uma startup tem algumas especificidades quando comparada a empresas tradicionais.

Desde que nasce, a startup tem como objetivo se tornar uma grande empresa, no que diz respeito ao faturamento. E essa é uma das suas principais diferenças, o crescimento do faturamento não acompanhará o mesmo ritmo do crescimento de despesas e número de pessoas na equipe, por exemplo. Ou seja, a curva de receitas cresce descolada da de despesas, o que o classifica como um projeto escalável. Outra característica é que é um modelo replicável, ou seja, consegue entregar o mesmo produto em escala potencialmente ilimitada, sem muitas adaptações ou customizações para cada cliente. E além disso, trabalha em um ambiente de muitas incertezas, o que significa que traz soluções inovadoras.

Como funciona a nossa engrenagem?

Para permitir que essas startups, que lidam com tantas incertezas, alcancem esses patamares com modelos replicáveis e escaláveis nós contamos com investidores. Pessoas físicas que se tornam acionistas do Energy Nest, e consequentemente do nosso portfólio.

Com cada startup acordamos um formato individual, definindo quais áreas / tarefas da empresa nós iremos nos responsabilizar, e qual percentual será o da nossa participação na empresa.

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Dessa forma, o investimento nas startups é realizado de forma indireta. Como expliquei mais acima, no nosso modelo nós não colocamos dinheiro diretamente na startup. Nós fazemos um diagnóstico do que cada uma precisa, e trabalhamos para que isso aconteça. Lembrando que apesar de muitos os serviços prestados, o principal é as conexões com o mercado. As portas que conseguimos abrir ao conectá-las com grandes empresas e parceiros chave.

Como é montado o portfólio?

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Para formar o nosso time de startups, estamos em busca constante de bons projetos. Temos parcerias com universidades, programas de aceleração e grandes empresas. Entrevistamos pessoalmente ou via vídeo cada um dos projetos que nós encontramos.

Assim conseguimos mapear quem tem match para seguir no nosso modelo e também como conseguimos ajudar aquele projeto, independente de ele estar ou não no nosso portfólio. Porque muito além de fazer as startups que estão conosco decolar, nós queremos deixar nossa contribuição para o ecossistema de inovação e empreendedorismo no setor de Energia!

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